As mudanças feitas no CTB — Código de Trânsito Brasileiro —, que passaram a valer no último dia 12 de abril, mantiveram a obrigatoriedade de realização do exame toxicológico para os motoristas que têm a CNH válida para as categorias “C”, “D” e “E’, caso queiram renovar a carteira ou mudar de categoria.

Porém, após a realização do exame e recebimento do resultado, surge a dúvida: é preciso portar o documento em papel a todo o momento? A resposta é não.

Após realizar o exame, caminhoneiros, motoristas de ônibus e outros profissionais que trabalham com veículos de grande porte contarão com o registro do resultado presente no sistema do Renach (Registro Nacional de Carteira de Habilitação), o que é suficiente para provar que o condutor está apto para rodar.

Lembrando que, obviamente, é necessário testar negativo para estar habilitado. Caso contrário, o motorista terá a carteira suspensa por três meses. O exame detecta a presença de substâncias como maconha, cocaína, codeína, metanfetamina, anfetaminas, crack e ecstasy.

 Unidade exclusiva para exame toxicológico

Como eu faço para renovar meu exame toxicológico?

Os motoristas devem procurar um laboratório especializado, marcar o exame e ir ao local portando um documento com foto. O procedimento consiste na coleta de duas amostras de três centímetros de seu cabelo e/ou uma pequena quantidade de pelos (uma delas será utilizada como contraprova) diante de uma testemunha.

A data e a hora da realização do exame toxicológico serão inseridos no sistema do Renach em até 24 horas após a procedimento e, então, o motorista poderá rodar normalmente até o resultado ser computado. Em até 25 dias, contados a partir da data da coleta, o laboratório precisa incluir o resultado na plataforma do órgão de trânsito.

Pessoas de 70 anos precisam renovar o exame a cada 2 anos e meio. Já os motoristas acima dos 70 devem realizar esse processo de 3 em 3 anos. Neste caso, o condutor é flagrado no artigo 165-b do CTB e pode ser autuado como infrator de uma multa gravíssima, que multiplicada por cinco chega a custar R$1.467,35, além de perder a permissão para dirigir por 3 meses.

Fonte: Auto Esporte